Vamos fazer assim.
Você falou que queria pó para o rosto,
Pois, tinha ficado vermelha na última tentativa.
O que não acho que seja verdade.
Eu vou passar na lua pra pegar um pouco do branco dela,
Depois paro numa estrela pra pegar brilhinhos pros seu olhos
E por fim paro num buraco negro amigo para pedir um pouco de escuro.
Ai a gente constrói uma câmera intergaláctica,
Faz uma pose espacial,
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Davi contra três Golias
Mas moço que coisa injusta!
O primeiro que veio mostrou uma dentadura branquinha,
O outro estava montado num alazão impecável,
O terceiro vestido com linho importado.
Olhe só para mim.
Magro, feio, sem cavalo ou roupas caras.
Só venho com essa estrela cadente
Que embrulhei num crepom vermelho.
Será que ela dança comigo?
O primeiro que veio mostrou uma dentadura branquinha,
O outro estava montado num alazão impecável,
O terceiro vestido com linho importado.
Olhe só para mim.
Magro, feio, sem cavalo ou roupas caras.
Só venho com essa estrela cadente
Que embrulhei num crepom vermelho.
Será que ela dança comigo?
Negra Rainha
Minha negra santinha,
Que acabou de sair do mar
Com os cabelos cobertos de estrelas
Tende piedade de mim, pobre cavaleiro.
Minha santa Negra,
Com teu vestido de sonhos
E com a pele desenhada de rosas,
Perdoa a fraqueza de um velho errante.
Minha dadivosa negrinha,
Que meu passado não me condene,
Nem meus erros me afundem
Santa negra do mar.
Que tuas flores vermelhas
Minha negra Rainha
Me mostrem o caminho de minha vida,
Seja ela qual for.
E se eu, velho cavaleiro, não for,
Digno de tua atenção,
Pelo menos não me chame pelo nome.
Aquele apelido infantil é mais carinhoso.
Que acabou de sair do mar
Com os cabelos cobertos de estrelas
Tende piedade de mim, pobre cavaleiro.
Minha santa Negra,
Com teu vestido de sonhos
E com a pele desenhada de rosas,
Perdoa a fraqueza de um velho errante.
Minha dadivosa negrinha,
Que meu passado não me condene,
Nem meus erros me afundem
Santa negra do mar.
Que tuas flores vermelhas
Minha negra Rainha
Me mostrem o caminho de minha vida,
Seja ela qual for.
E se eu, velho cavaleiro, não for,
Digno de tua atenção,
Pelo menos não me chame pelo nome.
Aquele apelido infantil é mais carinhoso.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Coisas de uma vida
Já tenho uma lata de cheiro de chuva te esperando.
Eu mesmo fiz uma bandeja de estrelas cadentes docinhas.
Preparei uma jarra só com sorriso de criança,
Desses que faz cosquinha quando se bebe.
Mas você não vem!
Eu mesmo fiz uma bandeja de estrelas cadentes docinhas.
Preparei uma jarra só com sorriso de criança,
Desses que faz cosquinha quando se bebe.
Mas você não vem!
Banzo
Apaga esse fumo e me empresta esse café pra beber?
Desliga essa vitrola com mundo livre,
Já não muda tanto assim,
E vai sentir a cor de uma noite qualquer lamber teu ser.
Me empresta o que não se sentes.
Quem sabe não encontro um sentido,
Algo que seja vago, promiscuo.
Ou até mesmo um sentimento escondidinho.
Pelos séculos e séculos... Amém
Desliga essa vitrola com mundo livre,
Já não muda tanto assim,
E vai sentir a cor de uma noite qualquer lamber teu ser.
Me empresta o que não se sentes.
Quem sabe não encontro um sentido,
Algo que seja vago, promiscuo.
Ou até mesmo um sentimento escondidinho.
Pelos séculos e séculos... Amém
O baile em que o anjo que esconde as asas encantou o cavaleiro
Era o palco perfeito pra se apaixonar.
Um terreiro de usina onde o tempo não se faz presente,
Os canários já cantavam a festa junto com os papa-capins.
E São Pedro mancomunado com Santo Antônio
Fez um batalhão de divindades se arrumarem para o baile.
Era o palco perfeito pra se descobrir.
No meio dos celestes convidados tinha um anjo.
Dessas das mais marotas,
Que só de pirraça e pouco caso esconde as asas pra fazer charme.
Era o palco perfeito pra se perder.
Ela fazia a poeira subir com o movimento de sua saia estampada.
E dançava solta como poucas.
Com giros embriagados, no entanto com vil firmeza
Caia de um lado, mas não ia, caia do outro, mas não vinha.
Era o palco perfeito pra se viver.
Fez logo questão de puxar a cantoria.
Ela cantava rouca como poucas,
Com a voz suava
Ela solfejava, semitonava e até gargalhava.
Era o palco perfeito pra se ter.
Eu tentei de tudo pra chegar perto,
Mas, como se fosse por gosto, e só pra machucar os coração
A desatenta nem me via.
Com movimentos exatos de cabeça desviava, evitava e esquivava.
Era o palco perfeito pra se retirar.
Um terreiro de usina onde o tempo não se faz presente,
Os canários já cantavam a festa junto com os papa-capins.
E São Pedro mancomunado com Santo Antônio
Fez um batalhão de divindades se arrumarem para o baile.
Era o palco perfeito pra se descobrir.
No meio dos celestes convidados tinha um anjo.
Dessas das mais marotas,
Que só de pirraça e pouco caso esconde as asas pra fazer charme.
Era o palco perfeito pra se perder.
Ela fazia a poeira subir com o movimento de sua saia estampada.
E dançava solta como poucas.
Com giros embriagados, no entanto com vil firmeza
Caia de um lado, mas não ia, caia do outro, mas não vinha.
Era o palco perfeito pra se viver.
Fez logo questão de puxar a cantoria.
Ela cantava rouca como poucas,
Com a voz suava
Ela solfejava, semitonava e até gargalhava.
Era o palco perfeito pra se ter.
Eu tentei de tudo pra chegar perto,
Mas, como se fosse por gosto, e só pra machucar os coração
A desatenta nem me via.
Com movimentos exatos de cabeça desviava, evitava e esquivava.
Era o palco perfeito pra se retirar.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Pedido sem-vergonha
Menina das estrelas me empresta teu brilho,
Mas não saia daí do céu.
A lonjura é muito grande
E o tempo muito cruel.
Me manda pelo amigo bem-te-vi.
Já pedi para ele ir ai buscar.
Embrulha em um papel crepom amarelinho
E despacha a encomenda.
Menina das estrelas, por favor, me empresta um pouco desse brilho.
Mas não saia daí do céu.
A lonjura é muito grande
E o tempo muito cruel.
Me manda pelo amigo bem-te-vi.
Já pedi para ele ir ai buscar.
Embrulha em um papel crepom amarelinho
E despacha a encomenda.
Menina das estrelas, por favor, me empresta um pouco desse brilho.
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